domingo, 28 de junho de 2009

Stitches...

Como me têm sido caras as noites posteriores ao seu encontro. Acabei de ler Wherter e ao que tudo indica não vou ser capaz de dormir tão cedo… Enquanto essa cidade morre, me mantenho aparentemente calma, esperando que nuvens envolvam a lua e todas as estrelas se apaguem…

É horrível essa sensação de que cada raio me guia a todas as direções dessa cidade morta, a vontade que tenho de morrer de frio perto do lago, me sentindo atriz principal de um filme clichê… E a vontade que eu tenho de volta a fumar aquele mesmo cigarro que fumei do seu lado naquela tarde, na mesma tarde, na mesma hora, na mesma felicidade. Explosões hormonais, talvez, mas nada que não se confunda com um sentimento de plenitude na alma. A vontade que eu tenho de ir para qualquer lugar e ouvir a água rumorosa e afogada na própria água.

Essa porra de utopia e oceano mental…

Até a cidade morta parece harmoniosa agora, me produzindo a débil voz do perpassar dos carros, nem mesmo o vento urge agora. Esse luto todo da cidade será por que você dorme agora? Você dorme agora? Que durma, que não se preocupe com a dor que me faz gastar reticências…………. reticências que esperam a manhã, para esperar amanhã, e outro amanhã, e todas as manhãs necessárias para te esquecer, até que eu atinja a grande utopia da minha vida: aquele chocolate quente, música, a noite chuvosa, fria ou não. Contanto que eu me tenha todos os dias e esqueça de todas as tardes dormidas na sua cama.

Mais estranha e mais cara que essa noite de pseudo-insônia é a maneira que minha vida se desfaz como um sonho, bastam cinco minutos para que me perca e esqueça o que faço coma caneta na mão. Posso regressar dessa morte viva?

Talvez, quando a noite estiver perto do fim, e o vento voltar a perpassar na cidade junto aos carros… se eu não estiver ainda chorando a morte daquela tarde, fazendo os que moram ao meu lado temer e amar a minha voz, pois há de ser doce chorando o seu nome…

Um dia eu canso de sentir essa saudade dolorosa que cansa, e ainda agita por não ser passível de asfixia num abraço.

Só me resta a nostalgia de um abraço que extinguiu o mundo, a ponta de um cigarro, e a memória do afago…

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