terça-feira, 30 de junho de 2009

Sem título

De manhã acordava nalguma festança
acordava e lembrava que cai na gabança
e por toda a noite, com clamor
tinha a companhia de uma bela flor.

Eram jovens e firmes e em vinho imersas
Fanfarronices e conversas
se resumiam, eu me mantinha seguro e calmo
No leito me deixava pelo instinto ser guiado

Sorria e olhava aqueles corpos em volta
e dormia ainda com o copo cheio em mão
Gritava: Cada um à sua moda!

Mas há uma só na região,
que se iguale àquela que não pode ser minha?
Que chegue aos pés daquela que é a minha vida?

"Bohemia! Comida! Digam sim à razão!"
gritavam todos, sem razão, em torno,
"Do sexo inteiro, quero ser teu adorno"
gritava aquele menos gabão

Mas se aqui continuar vou endoidar, eu juro!
Dar com a cabeça contra um muro!
Sem moças ou putas, não quero essa troça
quero algo que me valha

não serei insultado por qualquer canalha
pois aquela sim é uma mulher de respeito.
Aquela assim faz tremer o meu peito!
Que morra esse bando todo
não agüento mais viver entre o lodo...

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