domingo, 27 de setembro de 2009

Pessoa

Quem me dera eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...
.
Quem me dera eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...
Quem me dera eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
.
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena...

1 comentários :

  1. Unknown disse...

    Enfrentando monstros travestidos de moinhos e moinhos em roupa de monstro, todos os dias...Não sei que final terá essa história, um cavaleiro adorado, um louco desvairado ou um ordinário que morre de febre?