Killing time... unwillingly mine
Tive uma constatação óbvia hoje... o tempo não volta...
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Sim, sim... eu sei que não descobri a América por isso... muito menos foi a primeira vez que cheguei a essa brilhante conclusão, mas como todas as vezes que percebo isso, sempre há uma reflexão necessária sobre a vida...
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O tempo não volta! Então... o que fazer? Como aproveitar? Como viver? E inúmeras perguntas retóricas poderiam ser feitas... Sei que não estou no meu pior momento de vida, muito pelo contrário, é um dos melhores. A cada dia uma pessoa nova, um relacionamento, uma vida... Mas até que ponto a festa vale a pena? Justamente pela falta de volta do tempo, até que ponto relacionar-se com alguém vale a pena? Quantas e inúmeras vezes faremos o que não devíamos, diremos uma grosseria, entenderemos contextos totalmente diferentes do real...
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Quantas e inúmeras vezes faremos, no sentido mais cru da palavra, merda com a vida dos outros? Ou com a nossa própria vida?
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Esse é (se não for O) um dos meus medos de relacionamentos... de qualquer espécie... o tempo é único, irreversível, e mesmo tendo consciência disso, vivemos como inconseqüentes... caminhando por um ciclo de desperdício de pessoas enormes... Se eu tiver mais uma birra, perco aquele amigo... Dando mais um tapa, perco um relacionamento paternal... Se eu der mais um passo, perco um brócolis delicioso (não... não é só pelo brócolis)...
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E vou perder mais o quê? Viver é perder? É isso? Cansei de perder pessoas fantásticas na minha vida, cansei de perder momentos importantes, ou a minha memória depois de uma festa... Se bem que... amnésica alcóolica é (às vezes) muito válido...
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Cansei de perder... Mas ainda assim, mesmo tateando bem antes de caminhar, continuo com medo da irreversibilidade do tempo... que definitavemente não volta...
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E justamente por não voltar, tem aquela hora em que você pensa: "iiih fodeu"
E aí... você está fodido...

3 comentários :
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Engraçado, Cinthia, porque eu acho que essa epifania sobre o tempo faz, normalmente, com que as pessoas vivam mais intensamente, assumindo mais riscos, dando aquele passo à frente que normalmente não se daria antes. Mesmo porque o arrependimento de algo que não se fez é (generalizando) sempre maior que o arrependimento das coisas que se fez.
E não, viver não é perder. Viver é errar, aprender com os erros e aprender a perdoar, mesmo que depois do erro -- e do perdão -- as coisas não voltem a ser como antes. Algum dia num bar a gente termina essa conversa.
-Lucas
Not to Make a Decision, is a Decision in th end
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