sábado, 12 de setembro de 2009

Killing time... unwillingly mine

Tive uma constatação óbvia hoje... o tempo não volta...
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Sim, sim... eu sei que não descobri a América por isso... muito menos foi a primeira vez que cheguei a essa brilhante conclusão, mas como todas as vezes que percebo isso, sempre há uma reflexão necessária sobre a vida...
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O tempo não volta! Então... o que fazer? Como aproveitar? Como viver? E inúmeras perguntas retóricas poderiam ser feitas... Sei que não estou no meu pior momento de vida, muito pelo contrário, é um dos melhores. A cada dia uma pessoa nova, um relacionamento, uma vida... Mas até que ponto a festa vale a pena? Justamente pela falta de volta do tempo, até que ponto relacionar-se com alguém vale a pena? Quantas e inúmeras vezes faremos o que não devíamos, diremos uma grosseria, entenderemos contextos totalmente diferentes do real...
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Quantas e inúmeras vezes faremos, no sentido mais cru da palavra, merda com a vida dos outros? Ou com a nossa própria vida?
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Esse é (se não for O) um dos meus medos de relacionamentos... de qualquer espécie... o tempo é único, irreversível, e mesmo tendo consciência disso, vivemos como inconseqüentes... caminhando por um ciclo de desperdício de pessoas enormes... Se eu tiver mais uma birra, perco aquele amigo... Dando mais um tapa, perco um relacionamento paternal... Se eu der mais um passo, perco um brócolis delicioso (não... não é só pelo brócolis)...
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E vou perder mais o quê? Viver é perder? É isso? Cansei de perder pessoas fantásticas na minha vida, cansei de perder momentos importantes, ou a minha memória depois de uma festa... Se bem que... amnésica alcóolica é (às vezes) muito válido...
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Cansei de perder... Mas ainda assim, mesmo tateando bem antes de caminhar, continuo com medo da irreversibilidade do tempo... que definitavemente não volta...
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E justamente por não voltar, tem aquela hora em que você pensa: "iiih fodeu"
E aí... você está fodido...

3 comentários :

  1. Unknown disse...

    Disparo contra o sol
    Sou forte, sou por acaso
    Minha metralhadora cheia de mágoas
    Eu sou um cara
    Cansado de correr
    Na direção contrária
    Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
    Eu sou mais um cara

    Mas se você achar
    Que eu tô derrotado
    Saiba que ainda estão rolando os dados
    Porque o tempo, o tempo não pára

    Dias sim, dias não
    Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
    Da caridade de quem me detesta

    A tua piscina tá cheia de ratos
    Tuas idéias não correspondem aos fatos
    O tempo não pára

    Eu vejo o futuro repetir o passado
    Eu vejo um museu de grandes novidades
    O tempo não pára
    Não pára, não, não pára

    Eu não tenho data pra comemorar
    Às vezes os meus dias são de par em par
    Procurando uma agulha num palheiro

    Nas noites de frio é melhor nem nascer
    Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
    E assim nos tornamos brasileiros
    Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
    Transformam o país inteiro num puteiro
    Pois assim se ganha mais dinheiro

    A tua piscina tá cheia de ratos
    Tuas idéias não correspondem aos fatos
    O tempo não pára

    Eu vejo o futuro repetir o passado
    Eu vejo um museu de grandes novidades
    O tempo não pára
    Não pára, não, não pára

    Dias sim, dias não
    Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
    Da caridade de quem me detesta

    A tua piscina tá cheia de ratos
    Tuas idéias não correspondem aos fatos
    O tempo não pára

    Eu vejo o futuro repetir o passado
    Eu vejo um museu de grandes novidades
    O tempo não pára
    Não pára, não, não pára

  2. Anônimo disse...

    Engraçado, Cinthia, porque eu acho que essa epifania sobre o tempo faz, normalmente, com que as pessoas vivam mais intensamente, assumindo mais riscos, dando aquele passo à frente que normalmente não se daria antes. Mesmo porque o arrependimento de algo que não se fez é (generalizando) sempre maior que o arrependimento das coisas que se fez.

    E não, viver não é perder. Viver é errar, aprender com os erros e aprender a perdoar, mesmo que depois do erro -- e do perdão -- as coisas não voltem a ser como antes. Algum dia num bar a gente termina essa conversa.

    -Lucas

  3. Anônimo disse...

    Not to Make a Decision, is a Decision in th end