quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Love is these blues that i'm singing again

Escrevo minha língua na folha
Se minha própria língua não fala.
Mantenho a catarse à minha sombra
Na sombra de um quarto, cama ou sala.

Plantei meu pés distante do céu
Fiz raízes de quem adormeceu
Há muitos dias. Deixei ao meu redor
Folhas secas de uma dor maior.

E esse som de cravo é o meu choro
Trasmutado. Como o meu corpo
Antes roto, é agora outro cravo.

Por fim não ouço nem uma palma
Mesmo que na escrita eu me feche
E mesmo que eu nunca mais me abra.

1 comentários :

  1. peasant87 disse...

    queria ter entendido mais do acho que entendi...
    O.o?

    =****