Fuckin' past
Amor… dizem que o amor não se descreve, se sente… na mais perigosa das montanhas-russas que alguém pode encarar, aquela que te leva ao céu e em seguida tomba, causando alegrias e dores incomparáveis.
Mas quero fazer o sentido contrário agora, cansada de tanto sentir, quero só pensar… justamente um dos objetivos que estabeleci para a minha vida, pensar, e pensar cada vez mais… pensar direito… Penso o amor, e o que me vem à cabeça num primeiro instante é certa noite, em que o amor com certeza evaporou pelos meus poros, atingindo um nível de materialização quase tocável.
Talvez o meu primeiro erro tenha sido abrir a porta poucas horas depois, ao invés de permanecer ali trancada, eu e o meu amor… talvez teria sido melhor ficar ali deitada, abraçada, evaporando… definhar até morrer de fome, ir secando aos poucos, sentir dor e quanto maior ela ficar, mais apertar o abraço, até perder a consciência… Desmaiar em pleno óbito, e deixar a rigidez cadavérica tomar o corpo horas depois, tornando o abraço interminável… que encontrassem o meu corpo depois, meu e do meu amor…
Num segundo instante, me vem o amor platônico… nas suas duas concepções: a errada, materializada nos meus últimos dois anos e seis meses, e a correta… Errada porque esse amor platônico ao qual sempre estamos nos referindo, não passa de uma má interpretação… onde o amor não é uma idealização, mas uma realidade essencial, onde o amante busca no amado a verdade, a única que não possui.
E encontrando esse amor, supre a sua falta, se torna pleno, e torna o outro pleno… ama por amar, quer o bem por querer, e é inteiro por ser… Nisso eu encontro o que foi talvez o meu segundo erro… naquela noite em que o meu amor se condensou numa nuvem que inundou o quarto, deveria ter guardado parte dele num pote, e tomar dele um trago a cada dia, e viver cada dia inteira, abrindo o peito ao mundo, certa do que sou e do que fui, certa de que amo e de que sou, eu e o meu amor…
Mas quero fazer o sentido contrário agora, cansada de tanto sentir, quero só pensar… justamente um dos objetivos que estabeleci para a minha vida, pensar, e pensar cada vez mais… pensar direito… Penso o amor, e o que me vem à cabeça num primeiro instante é certa noite, em que o amor com certeza evaporou pelos meus poros, atingindo um nível de materialização quase tocável.
Talvez o meu primeiro erro tenha sido abrir a porta poucas horas depois, ao invés de permanecer ali trancada, eu e o meu amor… talvez teria sido melhor ficar ali deitada, abraçada, evaporando… definhar até morrer de fome, ir secando aos poucos, sentir dor e quanto maior ela ficar, mais apertar o abraço, até perder a consciência… Desmaiar em pleno óbito, e deixar a rigidez cadavérica tomar o corpo horas depois, tornando o abraço interminável… que encontrassem o meu corpo depois, meu e do meu amor…
Num segundo instante, me vem o amor platônico… nas suas duas concepções: a errada, materializada nos meus últimos dois anos e seis meses, e a correta… Errada porque esse amor platônico ao qual sempre estamos nos referindo, não passa de uma má interpretação… onde o amor não é uma idealização, mas uma realidade essencial, onde o amante busca no amado a verdade, a única que não possui.
E encontrando esse amor, supre a sua falta, se torna pleno, e torna o outro pleno… ama por amar, quer o bem por querer, e é inteiro por ser… Nisso eu encontro o que foi talvez o meu segundo erro… naquela noite em que o meu amor se condensou numa nuvem que inundou o quarto, deveria ter guardado parte dele num pote, e tomar dele um trago a cada dia, e viver cada dia inteira, abrindo o peito ao mundo, certa do que sou e do que fui, certa de que amo e de que sou, eu e o meu amor…

1 comentários :
testeeee testee
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